Prenda transexual recebe homenagem em CTG
Terça, 02 de Julho de 2019 às 16:10
Julian Kettermann
A estudante de direito e transexual Gabriella Meindrad, 32 anos, entrou para a história do tradicionalismo gaúcho ao receber homenagem no CTG Cancela da Tradição, em Mata, durante o concurso que escolheu os novos peões e prendas regionais do estado, no último fim de semana
Condecorada por causa do trabalho desempenhado na condição de segundo peão regional da 10ª Região Tradicionalista, nos anos de 2003/2004, Gabriela foi reconhecida juntamente com outros representantes do prendado e das gestões de peões regionais, nos últimos anos.
"Foi um momento de quebrar barreiras. É mais do que um reconhecimento, é fazer valer a questão da inclusão que o MTG tem colocado nos últimos anos. É positivo também no sentido de valorizar e respeitar os valores fundamentais e de igualdade", diz ela.
Gabriella, que até 2011 se chamava Maurício, diz que se afastou dos CTGs por não saber como a sua transexualidade seria encarada no meio gauchesco. Mas que agora pretende voltar a frequentar os galpões.
Tão logo foi compartilhada, ontem à noite, na página do blog Repórter Farroupilha no Facebook, a notícia passou a ser a mais comentada da noite. Apesar das manifestações homofóbicas, houve várias de apoio.
Daniel Seitenfus elogiou o posicionamento público do presidente do MTG, Nairo Callegaro, para quem "não pode ser ignorado o direito de cada um em exercer sua liberdade".
"Fico feliz pelo Movimento gaúcho, que atinge cada vez mais pessoas. Que todos possam vivenciar a cultura gaúcha de forma justa. Parabéns pelo posicionamento correto", escreveu Daniel.
A homofobia foi um dos temas propostos para a prova oral nos concursos regionais e estaduais de prendas e peões realizados este ano.
Em uma das provas, a deste fim de semana, o enunciado buscava respostas a uma pergunta sobre a cultura do machismo e a homofobia no tradicionalismo gaúcho: "Se faz necessário que seja revista a nossa postura enquanto tradicionalistas?".
Condecorada por causa do trabalho desempenhado na condição de segundo peão regional da 10ª Região Tradicionalista, nos anos de 2003/2004, Gabriela foi reconhecida juntamente com outros representantes do prendado e das gestões de peões regionais, nos últimos anos.
"Foi um momento de quebrar barreiras. É mais do que um reconhecimento, é fazer valer a questão da inclusão que o MTG tem colocado nos últimos anos. É positivo também no sentido de valorizar e respeitar os valores fundamentais e de igualdade", diz ela.
Gabriella, que até 2011 se chamava Maurício, diz que se afastou dos CTGs por não saber como a sua transexualidade seria encarada no meio gauchesco. Mas que agora pretende voltar a frequentar os galpões.
Tão logo foi compartilhada, ontem à noite, na página do blog Repórter Farroupilha no Facebook, a notícia passou a ser a mais comentada da noite. Apesar das manifestações homofóbicas, houve várias de apoio.
Daniel Seitenfus elogiou o posicionamento público do presidente do MTG, Nairo Callegaro, para quem "não pode ser ignorado o direito de cada um em exercer sua liberdade".
"Fico feliz pelo Movimento gaúcho, que atinge cada vez mais pessoas. Que todos possam vivenciar a cultura gaúcha de forma justa. Parabéns pelo posicionamento correto", escreveu Daniel.
A homofobia foi um dos temas propostos para a prova oral nos concursos regionais e estaduais de prendas e peões realizados este ano.
Em uma das provas, a deste fim de semana, o enunciado buscava respostas a uma pergunta sobre a cultura do machismo e a homofobia no tradicionalismo gaúcho: "Se faz necessário que seja revista a nossa postura enquanto tradicionalistas?".
Fonte: G1/RS Por Giovani Grizotti
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