
Rafael Nicolau Miguel e Sheila Nicolau foram condenados a mais de 26 anos de prisão, em regime fechado, pela morte de Vitória da Silva Saliba Rodrigues e pelo sequestro do filho dela, um bebê de três meses. O crime aconteceu em janeiro de 2024, em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O júri teve início na manhã de quarta-feira (26) e foi encerrado no fim da noite de quinta-feira (27). Ambos os acusados já estavam presos.
Rafael Nicolau Miguel recebeu pena de 26 anos e 1 mês de reclusão. Sheila Nicolau foi condenada a 26 anos e 3 dias de reclusão.
Os dois foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, por asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima mediante surpresa e dissimulação e por razões da condição do sexo feminino para assegurar a execução de outro crime; sequestro qualificado contra menor de 18 anos; e tentativa de registrar o filho de outra pessoa em seu nome.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS), Vitória foi morta por asfixia mecânica. O corpo foi encontrado em um local afastado, parcialmente coberto por galhos. Segundo a denúncia, a mulher foi estrangulada com o cinto de segurança de um carro.
O crime ocorreu entre a noite de 28 de janeiro de 2024 e a madrugada de 29 de janeiro, na Rua Café Filho, no bairro Ipiranga, em Sapucaia do Sul.
Conforme o MPRS, a vítima mantinha um relacionamento amoroso com Rafael e acreditava que Sheila fosse mãe dele, quando, na realidade, tratava-se de sua esposa. Segundo a denúncia, o casal pretendia ficar com o bebê.
Na noite do crime, os réus teriam convidado Vitória para conhecer familiares. Ela teria sido levada para um local com pouca circulação de pessoas, onde, segundo a acusação, foi agredida com um soco pelo homem e estrangulada.
O corpo foi abandonado no local e o bebê, que estava junto da mãe no momento do crime, foi levado pelos acusados. Depois, o casal teria apresentado a criança como filho aos familiares.
Ainda segundo a denúncia, os dois tentaram registrar o menino como filho em um cartório de registro civil da capital, mas não conseguiram por falta de um documento necessário. A situação levantou a desconfiança dos funcionários do local.
O bebê foi localizado pela polícia em 3 de fevereiro de 2024, quando os dois acusados também foram presos. A criança foi entregue ao pai e aos avós maternos.
O g1 procurou a defesa dos condenados, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.
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