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Tornado no Noroeste gaúcho pode ter tido vento de 300 km/h
Quarta, 29 de Julho de 2026 às 20:25
A passagem de um tornado pelo Noroeste do Rio Grande do Sul causou destruição em diversos municípios e pode ter registrado ventos de até 300 km/h, segundo avaliação preliminar.
O tornado que atingiu o Noroeste do Rio Grande do Sul na tarde de terça-feira (28) provocou um cenário de destruição em diversos municípios da região. De acordo com avaliação preliminar da MetSul Meteorologia, baseada na análise dos danos observados, o fenômeno pode ter apresentado ventos de até 300 km/h.

Os municípios mais afetados foram Senador Salgado Filho, Giruá, Santo Cristo e Cândido Godói, onde foram registrados danos severos em áreas urbanas e rurais. A passagem do tornado provocou a destruição de residências, galpões, empresas e estruturas agrícolas.

Entre os danos registrados estão telhados arrancados, paredes derrubadas, silos, armazéns e pavilhões destruídos, além de árvores de grande porte arrancadas ou quebradas. A queda de postes e árvores também interrompeu o fornecimento de energia elétrica e bloqueou estradas em alguns pontos da região.

Equipes trabalharam durante a noite e ao longo desta quarta-feira para liberar acessos e iniciar a recuperação das áreas atingidas.

Além dos prejuízos materiais, o tornado deixou pessoas feridas, principalmente com cortes, contusões e outros ferimentos provocados pelo desabamento de estruturas e pela projeção de destroços.

Segundo a MetSul Meteorologia, a avaliação preliminar indica que o tornado pode ser classificado no limite superior da categoria F3 na Escala Fujita, com possibilidade de revisão após uma análise técnica mais detalhada. A classificação considera fatores como o colapso de estruturas, destruição de edificações, árvores arrancadas e veículos deslocados pela força do vento.

A Escala Fujita é utilizada para estimar a intensidade dos tornados a partir dos danos causados. Um tornado F3 é considerado severo, com ventos estimados entre 254 e 332 km/h, podendo provocar destruição significativa em construções e estruturas.

O fenômeno foi provocado por uma supercélula de tempestade, um dos tipos mais intensos de tempestades convectivas. A formação ocorreu devido a uma combinação de fatores atmosféricos favoráveis, incluindo calor, umidade, avanço de uma frente fria e forte cisalhamento do vento.

A supercélula possui uma corrente ascendente em rotação, chamada mesociclone, que pode gerar fenômenos extremos como tornados, granizo de grande tamanho, vendavais destrutivos e chuva intensa.
Fonte: com informações MetSul Meteorologia | Foto: Raquel Uggeri/Pref. de Giruá
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