
O excesso de umidade no solo tem dificultado o início do plantio da soja no Rio Grande do Sul. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira, dia 5, a implantação da cultura nas lavouras gaúchas ainda é considerada incipiente.
Embora o período de semeadura previsto no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) tenha começado no dia 1º, os trabalhos estão concentrados principalmente em áreas autorizadas para o plantio antecipado em setembro, sem representatividade estatística.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, as chuvas volumosas e frequentes elevaram a umidade dos solos, restringindo o tráfego de máquinas agrícolas e dificultando a entrada nas áreas destinadas ao cultivo.
O informativo aponta que grande parte das lavouras permanece em fase de preparação, com a dessecação avançada e aguardando condições adequadas de umidade para o início da semeadura. Já parte das áreas implantadas antecipadamente apresenta boa emergência das plantas e formação do estande.
Nas lavouras atingidas por granizo, foram registrados danos nas plantas, que seguem sendo acompanhadas para avaliar sua capacidade de recuperação. A Emater/RS-Ascar também destaca que a cobertura vegetal com aveia e azevém contribui para proteger o solo e controlar plantas daninhas. Entretanto, o volume elevado de palhada, aliado à permanência da umidade, pode dificultar as operações de plantio.
A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra de soja no Rio Grande do Sul é de 6.645.384 hectares cultivados, com produtividade projetada de 3.183 quilos por hectare e produção total estimada em 21.151.135 toneladas.
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