
Material de divulgação de bailes produzido com ferramentas de inteligência artificial vem causando desconforto entre artistas da música regional gaúcha. Segundo os relatos, os aplicativos utilizados para a montagem dos cartazes podem modificar as imagens originais e alterar os rostos dos músicos, tornando-os irreconhecíveis.
A utilização de ferramentas como ChatGPT e Gemini tem sido adotada por organizadores de eventos como forma de reduzir os custos de produção dos materiais de divulgação. Entre os casos citados está um cartaz de divulgação de um baile do grupo Os Monarcas, no qual os integrantes aparecem com os rostos bastante alterados. Situação semelhante também foi registrada em materiais envolvendo Os Mateadores.
Segundo o diretor de Os Monarcas, Beto Frizzo, fãs chegaram a questionar se houve mudanças na composição da banda. Ele afirma que os músicos investem em fotografias e produções para divulgação e considera desrespeitosa a utilização de imagens modificadas.
João Luiz Corrêa também relatou ter enfrentado situação semelhante e afirmou que chegou a ficar irritado com um contratante. Em tom irônico, questionou a utilização de rostos diferentes daqueles dos artistas contratados.
Integrantes do grupo Tchê Guri também aparecem com os rostos distorcidos em diversos cartazes. Em comunicado encaminhado aos organizadores de bailes, a banda solicita que sejam utilizadas as fotografias originais e que sejam evitadas edições com inteligência artificial capazes de alterar os rostos dos integrantes.
O caso evidencia a preocupação de artistas com a utilização de imagens modificadas por inteligência artificial em materiais de divulgação de eventos musicais.
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