
A retomada do fornecimento de energia elétrica não encerrou os impactos provocados pelos cinco dias de apagão em Santa Vitória do Palmar, no Sul do Rio Grande do Sul. Moradores e empresários começaram a contabilizar os prejuízos causados pela falta de energia, que atingiram estabelecimentos comerciais, açougues, produtores rurais e pescadores.
A interrupção no fornecimento de energia, que também atingiu Chuí, ocorreu após a passagem de um ciclone na última quinta-feira (6). O temporal e os fortes ventos danificaram pelo menos 26 torres de transmissão de energia na região da Lagoa Mirim.
Segundo a Associação Comercial e Industrial de Santa Vitória do Palmar, as perdas no comércio podem alcançar R$ 7 milhões. O cálculo integra o levantamento elaborado pelo município para embasar o pedido de decreto de emergência.
O presidente da entidade, Marco Petruzzi, afirma que os impactos vão além das perdas imediatas, incluindo redução de capital de giro, perda de clientes, cancelamento de pedidos e comprometimento de investimentos.
Nas áreas comerciais, empresários relataram queda nas vendas, fechamento de estabelecimentos e gastos extras para tentar manter as atividades. A empresária Vera Gonçalves Meireles contou que precisou fechar a loja durante parte do período sem energia e que o movimento no centro praticamente desapareceu.
Em um açougue, o proprietário Jonatan Lucero informou que as vendas caíram entre 70% e 80%. Entre os moradores, também permaneceu a preocupação com a conservação de alimentos refrigerados.
Agropecuária
A Emater estima perdas de aproximadamente R$ 630 mil no setor agropecuário. Produtores precisaram recorrer a recursos próprios para manter as atividades durante o período sem energia.
A pesca também foi afetada. Segundo Alexandre Ludwig dos Santos, presidente da Colônia de Pescadores Z-16, muitos trabalhadores dependem de freezers para produzir gelo e conservar o pescado. Com a falta de energia, parte da produção acabou comprometida.
Serviço: a interrupção atingiu Santa Vitória do Palmar e Chuí após a passagem de um ciclone na quinta-feira (6). O município elaborou levantamento dos prejuízos para embasar o pedido de decreto de emergência.
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