
Wagno Arezi Henika confessou ter assassinado Alice Nitz, de 14 anos, morta a facadas na segunda-feira (17), em Encantado, na Região dos Vales do Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, o homem foi ouvido em depoimento e confessou o crime.
Ex-padrasto da adolescente, Wagno foi preso preventivamente na noite de terça-feira (18), na própria residência, localizada no bairro Jardim do Trabalhador. O imóvel é o mesmo onde o crime teria acontecido. Na segunda-feira, o corpo de Alice foi localizado pelo irmão de Wagno, com quem ele divide a residência.
A morte da adolescente é investigada como feminicídio. O suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, em Lajeado. Até a última atualização da reportagem, não havia sido localizada a defesa de Wagno.
Segundo a delegada Dieli Caumo, não havia registros anteriores de ocorrência ou medida protetiva envolvendo o suspeito. Ela também informou que, em conversa com a mãe da vítima, ex-companheira de Wagno, não foi identificado conflito que pudesse ter motivado o crime.
Wagno e a mãe de Alice permaneceram juntos por 13 anos e estavam separados havia cerca de um mês.
Alice era estudante da Escola Estadual de Ensino Fundamental Jardim do Trabalhador desde a educação infantil. Segundo a vice-diretora Karina Belotti Cenci, a adolescente era considerada inteligente e talentosa e tinha forte ligação com as artes.
Alice declamava poesias e integrava o grupo de dança tradicionalista Oigalê, da instituição. A paixão pelo tradicionalismo também era compartilhada pelos três irmãos, que passaram pelo projeto.
A adolescente também jogava futsal pelo Fênix FC Futsal Feminino. Nas redes sociais, o clube publicou uma mensagem de solidariedade após a morte da jovem.
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