
Uma guarnição do 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM) prendeu, no final da noite desta quarta-feira, Willian Ramos Silveira, conhecido como Will, de 29 anos, detento que havia fugido da Penitenciária Modulada de Charqueadas (PMEC).
Considerado liderança da facção Bala na Cara, em Cachoeirinha, cidade onde foi localizado, Will era procurado desde 3 de junho, quando foi expedido mandado de foragido. A fuga ocorreu em 21 de maio, quando ele deixou a unidade prisional pela porta da frente.
A recaptura aconteceu por volta das 22h50min, em um condomínio localizado na avenida Obedy Cândido Vieira, no bairro Distrito Industrial, em Cachoeirinha. Segundo a Brigada Militar, o fugitivo havia alugado uma casa e mantinha uma rotina discreta, com aparato de segurança. No imóvel, os policiais apreenderam um fuzil.
De acordo com informações divulgadas, Will deixou a Penitenciária Modulada de Charqueadas às 9h30min do dia 21 de maio, utilizando um alvará de soltura que, segundo a Polícia Civil, teria sido falsificado com auxílio de um agente.
A investigação apontou ainda alterações em registros internos da unidade prisional e o indiciamento de três policiais penais. Entre os investigados está Rudcrei da Costa Machado, de 50 anos, que atuava no sistema de Informações Penitenciárias (Infopen). Ele está preso preventivamente desde 1º de julho e nega participação nos fatos.
Outro indiciado é o supervisor do módulo onde Will estava preso. Uma mulher que mantinha relacionamento com Rudcrei também foi investigada e responde em liberdade.
Willian Ramos Silveira seria sucessor de Tiago Soares da Silva, conhecido como Pequeno, no comando do tráfico na Vila da Paz, em Cachoeirinha. Antes da fuga, ele estava preso desde julho de 2025, após confronto com guarnições do 26º BPM, quando teria utilizado um fuzil 5.56.
O detento também já havia fugido do sistema prisional em 2024, após receber benefício de prisão domiciliar humanitária sob alegação de problemas na coluna, permanecendo foragido por cerca de um ano.
A defesa de Rudcrei da Costa Machado informou que ainda não teve acesso aos autos do inquérito policial e ao relatório final que fundamentou o indiciamento. A defesa reafirmou a inocência do cliente e afirmou que os fatos serão esclarecidos durante o processo.
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