
A Áustria registrou, na quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo, um novo recorde absoluto de temperatura. Em Bad Deutsch-Altenburg, no leste do país, os termômetros chegaram a 41,2°C, segundo o serviço meteorológico GeoSphere Austria. O recorde nacional anterior havia sido registrado na véspera, com 41°C na estação de Viena-Stammersdorf.
A onda de calor tem provocado temperaturas recordes, incêndios e mortes em diferentes países do Hemisfério Norte. O cenário ocorre após meses de calor excepcional e baixo volume de precipitações.
Na Coreia do Sul, 19 pessoas morreram em decorrência de quadros relacionados ao calor entre 15 de maio e 2 de agosto. No mesmo período, 2.221 pessoas apresentaram problemas de saúde relacionados às altas temperaturas, segundo a Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia. O país também registrou três recordes de temperatura na última semana. No domingo, Yangsan chegou a 42,5°C, a maior temperatura registrada na história do país.
Em Seul, as autoridades mantiveram alerta máximo para uma onda de calor severa, com previsão de temperaturas superiores a 40°C.
Na França, julho de 2026 foi o mês mais quente e um dos mais secos desde o início das medições, em 1900. A temperatura média chegou a 24,9°C, superando os registros anteriores de agosto de 2003 e julho de 2006. O país também registrou déficit de chuva de quase 70%.
Na Inglaterra e no País de Gales, julho foi o mês mais seco desde o início dos registros, em 1836. A Inglaterra recebeu apenas 6,5 litros de água por metro quadrado, enquanto o País de Gales registrou 9,3 litros por metro quadrado.
No Reino Unido, julho também foi considerado o mês mais ensolarado já observado. O país teve ainda o segundo julho mais quente já registrado.
A onda de calor registrada em maio e julho na Inglaterra foi associada a 2.877 mortes, segundo estimativa da Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido. O número ainda é provisório e poderá aumentar com a inclusão de outros períodos de temperaturas elevadas registrados em julho.
Na Grécia, bombeiros atuaram durante vários dias no combate a incêndios a noroeste de Atenas. Desde o dia 31, cerca de 11 mil hectares foram queimados a oeste da capital, especialmente na região de Porto Germeno, no Golfo de Corinto.
Mais de 500 bombeiros foram mobilizados. Após cinco dias de combate, a situação apresentou melhora, mas as equipes permaneceram em alerta devido à presença de fumaça em algumas áreas.
Os incêndios também provocaram mortes entre bombeiros. Cinco profissionais morreram desde a semana anterior, sendo dois em uma colisão de helicópteros na periferia oeste de Atenas e outros três em ocorrências em Creta e no Peloponeso.
Na Espanha e na França, dezenas de milhares de pessoas evacuadas por causa dos incêndios começaram a retornar para suas casas desde o final de julho.
Na Comunidade de Madri, mais de 8,5 mil moradores receberam autorização para retornar às cidades de Valdemaqueda e Robledo de Chavela. Na França, um incêndio atingiu 42 mil hectares no sudoeste do país, próximo a Bordeaux. Dezenas de milhares de pessoas também receberam autorização para retornar às áreas evacuadas.
Na Turquia, incêndios provocaram a evacuação de centenas de pessoas no sul do país, com mais de 3 mil bombeiros mobilizados.
No Japão, três leoas morreram em um zoológico de Tóquio devido a um aparente golpe de calor, agravado pela alta umidade do verão.
Desde meados de julho, 10 dos 16 leões do Parque Zoológico de Tama apresentaram sintomas como perda de apetite e redução da atividade. O Japão também registrou temperaturas próximas de 40°C em algumas regiões.
Entre 20 e 26 de julho, cerca de 18.600 pessoas foram hospitalizadas por golpe de calor no país. Deste total, 45 foram declaradas mortas ao chegar, segundo a agência de gerenciamento de incêndios e desastres.
Os eventos registrados em diferentes países ocorrem em meio a ondas de calor, períodos de seca e incêndios que, segundo as informações divulgadas, estão associados pelos cientistas às mudanças climáticas.





