Tempo limpo

Tenente Portela, RS

Clima Muita Neve

Neve deixa cerca de 50 caminhões de empresa de Concórdia retidos na fronteira entre Argentina e Chile

Cerca de 50 caminhões de Concórdia estão retidos na fronteira entre Argentina e Chile devido à neve.

09/08/2026 às 11h06
Por: Redação Fonte: Oeste Mais
Compartilhe:
Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Cerca de 50 caminhões da Transportes Silvio, empresa de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, estão entre os veículos afetados pelas restrições provocadas pela neve na Cordilheira dos Andes. Os caminhões aguardam condições de segurança para seguir viagem pelo Paso Pino Hachado, passagem internacional que liga a província de Neuquén, na Argentina, ao Chile.

A situação foi relatada pela CEO da empresa, Francine Roman, em uma publicação nas redes sociais. Segundo ela, aproximadamente 50 veículos da transportadora estão retidos nas regiões de fronteira e aguardam a melhora das condições climáticas para retomar as viagens internacionais.

De acordo com a publicação, já são mais de 20 dias de fronteiras fechadas entre Argentina e Chile em razão da neve. O cenário representa um desafio para o transporte internacional.

A Transportes Silvio atua no transporte rodoviário internacional e utiliza rotas que conectam o Brasil a países da América do Sul. Para os veículos que estão na região da Cordilheira dos Andes, a retomada da viagem depende da abertura da fronteira e das condições das rodovias utilizadas para chegar ao passo.

A neve acumulada, o gelo e o chamado “vento branco” reduzem a visibilidade e a aderência da pista. Por isso, mesmo diante de previsão de reabertura, a circulação de caminhões pode permanecer condicionada à avaliação das equipes responsáveis pela segurança e manutenção das estradas.

Nos últimos dias, o Paso Pino Hachado chegou a concentrar mais de 1,2 mil caminhões afetados pelas restrições de circulação provocadas pelo intenso inverno na região. Segundo informações divulgadas pelo governo de Neuquén, o número superou registros de anos anteriores.

Paso Pino Hachado é estratégico para o transporte internacional

O Paso Pino Hachado está localizado na Cordilheira dos Andes e conecta a região de Las Lajas, em Neuquén, na Argentina, à localidade de Liucura, no Chile. Do lado argentino, o acesso ocorre pela Ruta Nacional 242, uma das principais ligações utilizadas pelo transporte de cargas entre os dois países.

Durante o inverno, a passagem é afetada por neve, gelo, ventos fortes e baixa visibilidade. No sábado, dia 8, a situação permanecia complicada.

Segundo o registro oficial do governo argentino, o trecho da RN-242 entre a aduana e a fronteira com o Chile estava com corte total. A estrada foi considerada intransitável durante toda a jornada devido ao acúmulo de gelo e neve, presença de “vento branco” e baixa aderência da pista. Equipes permaneciam trabalhando na região.

O governo de Neuquén também mantém operações especiais para atender os caminhoneiros afetados pelos bloqueios. Desde junho, a província conta com uma estrutura preparada para receber até 250 caminhões em períodos de fechamento do passo por condições climáticas adversas.

Efeito dominó nas fronteiras

A situação em Pino Hachado não ocorre de forma isolada. O intenso inverno também provocou interrupções ou restrições em outros passos internacionais entre Argentina e Chile. Com isso, parte do fluxo de veículos pesados foi direcionada para rotas alternativas, aumentando a concentração de caminhões na região de Pino Hachado.

No fim de julho, as autoridades de Neuquén já registravam centenas de caminhões retidos em diferentes pontos da província. O aumento do fluxo em direção ao Pino Hachado ocorreu em meio às dificuldades enfrentadas em outros corredores internacionais.

Em condições normais, o Paso Pino Hachado opera com um fluxo muito inferior ao registrado durante os períodos de crise. O aumento excepcional do movimento, somado às interrupções causadas pela neve, formou longas filas e áreas de espera para os veículos de carga.

As autoridades argentinas seguem monitorando as condições das rotas da região e orientando motoristas a consultar os boletins oficiais antes de viajar.

Para o transporte internacional, a situação representa um problema que vai além do atraso de uma viagem. A retenção dos caminhões interfere na programação das empresas, nos prazos de entrega, na logística das cargas e na disponibilidade dos motoristas e veículos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias