
Moradores de São Marcos, na Serra Gaúcha, seguem em alerta diante do risco de rompimento da Barragem Arroio São Luiz. Na tarde desta quarta-feira (23), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta severo para perigo muito alto de colapso iminente da estrutura, direcionado a imóveis próximos à barragem e às margens do Rio Jaguari.
Um alerta da Defesa Civil por meio do sistema Cell Broadcast foi enviado à região às 15h53, orientando a população a se preparar para uma possível evacuação. Segundo a Corsan Aegea, cerca de 170 moradores foram retirados de suas residências e estão acomodados em casas de familiares e hotéis.
A situação foi registrada após o elevado volume de chuva ocorrido durante a semana. Em 24 horas, foram registrados 174 milímetros de chuva no município, enquanto a média histórica para todo o mês de setembro é de 163 milímetros, conforme dados da Climatempo Meteorologia.
De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, Marcelo Almeida de Souza, existe risco à segurança das pessoas que vivem nas áreas próximas à estrutura.
Durante as vistorias realizadas na barragem, as equipes identificaram uma trinca com vazamento na estrutura do vertedouro e em partes do contraforte. A legislação prevê o planejamento de um plano de ação em uma extensão de até 10 quilômetros a partir da saída da barragem.
O risco também provocou mudanças na rotina do município. As aulas em uma escola localizada na área de risco foram suspensas e uma estrada precisou ser interditada.
A Barragem Arroio São Luiz é responsável pelo abastecimento de São Marcos. A Corsan Aegea informou que especialistas em segurança de barragens estão no município para realizar uma avaliação detalhada da estrutura, após o acionamento do Plano de Ação de Emergência (PAE).
O diagnóstico técnico deve ser concluído até sexta-feira (25), quando deverão ser definidas as medidas de manutenção e contingenciamento necessárias.
Como medida para reduzir o nível do reservatório e diminuir a pressão sobre a estrutura, bombas foram instaladas para acelerar a retirada da água. Uma reunião do gabinete de crise, prevista para a manhã desta quinta-feira, deve atualizar as informações e avaliar a possibilidade de redução do nível de segurança.
No início da tarde de quarta-feira, o volume estimado do reservatório era de aproximadamente 138 mil metros cúbicos. Às 22h17, o volume havia sido reduzido para cerca de 135 mil metros cúbicos.
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