
O Tribunal do Júri de Anchieta condenou, nos dias 6 e 7 de outubro, o pai e o irmão de Indianara Aparecida de Moura e um homem contratado para executar um ataque contra o ex-companheiro da jovem. A ação ocorreu após o assassinato de Indianara, que tinha 22 anos e foi morta a facadas por Nain Dewites em 26 de março de 2018, em Xanxerê.
Nain foi julgado em 2019 e recebeu pena de 18 anos e oito meses de prisão pelo feminicídio. Em 13 de maio de 2024, durante uma saída temporária, ele estava na residência da mãe e do padrasto, Alencar dos Santos, em Anchieta.
Segundo as informações do julgamento, o pai de Indianara planejou a vingança e contratou um executor. O irmão da jovem teria instigado o crime e auxiliado na ocultação do homem contratado após o ataque.
Durante a ação, o pai de Indianara e o executor invadiram a residência armados. Nain foi baleado e sobreviveu. Alencar dos Santos foi atingido na nuca enquanto estava sentado no sofá, durante o jantar, e morreu. A mãe de Nain também foi alvo de tentativa de homicídio e reagiu com uma faca, ferindo um dos invasores.
O pai de Indianara foi condenado a 27 anos, dez meses e 20 dias de prisão. O executor, apontado como responsável pelo disparo que matou Alencar, recebeu pena de 37 anos, cinco meses e dois dias. Para ambos, foi determinado regime inicial fechado, com prisão após a sentença.
O irmão da jovem foi condenado a quatro anos e oito meses, em regime inicialmente semiaberto, pela participação na tentativa de homicídio contra Nain. Ele deverá se apresentar em uma unidade prisional no prazo de até cinco dias para iniciar o cumprimento da pena.
O julgamento foi realizado na Câmara de Vereadores de Anchieta. A decisão permite recurso.
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