
O governo calcula ter votos suficientes no Senado para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. Segundo o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da proposta, uma contagem feita por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aponta 57 senadores favoráveis ao texto.
O número indicado supera em oito votos o mínimo necessário para a aprovação. Por se tratar de uma alteração na Constituição, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis, equivalentes a três quintos dos 81 senadores, em dois turnos de votação.
Reginaldo Lopes afirmou que, caso a proposta seja colocada em votação, deverá ser aprovada. Após o primeiro turno das eleições, aliados do governo haviam demonstrado preocupação com a obtenção dos 49 votos necessários, diante do fortalecimento do PL nas urnas e da resistência da oposição à análise da matéria antes do segundo turno.
De acordo com Lopes, a expectativa é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), consiga reunir também apoio de partidos de centro e ampliar a margem de segurança para a aprovação.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) informou que uma reunião com Davi Alcolumbre terminou sem definição sobre o pedido da oposição para adiar a votação da proposta.
Tereza havia sido designada pela oposição para negociar com Alcolumbre o adiamento da PEC. O fim da escala 6x1 é apontado como uma prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o governo busca a aprovação da matéria antes do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo a senadora, a proposta precisa de uma discussão mais aprofundada e não deve ser votada de forma acelerada. Ela também afirmou que o tema interfere na vida das pessoas e na economia do país.
Tereza Cristina declarou ainda que Alcolumbre indicou a intenção de seguir o regimento do Senado. Segundo ela, os dois conversaram sobre o andamento da PEC, mas não chegaram a uma decisão.
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