
A inflação oficial do Brasil voltou a subir em setembro de 2026. Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82%, após registrar queda de 0,32% em agosto.
Com o resultado, a inflação acumula alta de 3,95% no ano e de 4,58% nos últimos 12 meses. Em setembro de 2025, a variação mensal havia sido de 0,48%.
Em Porto Alegre, o avanço foi ainda maior. O IPCA da capital gaúcha registrou alta de 0,96% no mês, ocupando a quarta posição entre as 16 regiões pesquisadas. O resultado ficou atrás de Vitória, com 1,08%, Goiânia, com 1,07%, e Belo Horizonte, com 1,05%.
No acumulado de 12 meses, Porto Alegre chegou a 5,02%, o terceiro maior índice regional, atrás de Goiânia, com 6,08%, e Fortaleza, com 5,10%. No acumulado de 2026, a inflação da capital gaúcha soma 3,93%, ligeiramente abaixo dos 3,95% registrados no país.
Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento em setembro. No cenário nacional, Habitação liderou as altas, com 2,31% e impacto de 0,35 ponto percentual no índice. Na sequência apareceram Transportes, com 0,89%, e Alimentação e bebidas, com 0,83%.
A energia elétrica residencial foi um dos principais fatores de pressão sobre os preços. O item subiu 7,98% no país, com impacto de 0,32 ponto percentual no IPCA de setembro. O resultado ocorreu após o encerramento da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto.
Também permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos.
No grupo Transportes, as passagens aéreas tiveram aumento de 9,66%. Os combustíveis subiram, em média, 1,41%, com altas no etanol (3,16%), óleo diesel (1,69%), gasolina (1,21%) e gás veicular (0,10%).
O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,83% em setembro, interrompendo uma sequência de três meses de queda.
A alimentação consumida em casa aumentou 0,96%. Entre os produtos que mais subiram estão o tomate, com 37,76%, a batata-inglesa, com 24,07%, a cebola, com 10,14%, e o arroz, com 4,56%. As carnes tiveram alta de 0,63%.
Por outro lado, houve redução nos preços do frango inteiro, de 1,96%, do frango em pedaços, de 1,41%, e das frutas, de 1,12%.
A alimentação fora de casa também apresentou aceleração, passando de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) avançou 0,82% em setembro, após recuar 0,32% em agosto. No acumulado do ano, o indicador registra alta de 4,01%, enquanto a variação em 12 meses chegou a 4,29%.
Em Porto Alegre, o INPC subiu 0,86% em setembro. O acumulado em 12 meses atingiu 4,93%, e o resultado de 2026 chegou a 4,11%.
O IBGE calcula o IPCA desde 1980. O indicador considera famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda, e abrange regiões metropolitanas e municípios selecionados do país.
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