
Quinze pessoas foram condenadas pela Justiça por participação em um esquema de adulteração de leite e derivados em uma indústria de Taquara, no Vale do Paranhana. Os réus foram denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), e as penas variam de 1 ano e 6 meses a 13 anos e 4 meses de reclusão, pelos crimes de associação criminosa e adulteração de produtos alimentícios.
As condenações são resultado da Operação Leite Compen$ado 13, deflagrada em 2024. De acordo com as investigações, os envolvidos utilizavam substâncias químicas, como soda cáustica e água oxigenada, para disfarçar alterações nos produtos. Também foi constatado o reaproveitamento de mercadorias vencidas ou consideradas impróprias para o consumo humano.
Durante as apurações, o Ministério Público identificou depósitos clandestinos e registros paralelos utilizados para ocultar irregularidades dos órgãos de fiscalização sanitária. Entre os achados da investigação, estavam mais de 800 toneladas de mercadorias armazenadas de forma irregular.
A operação incluiu o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em municípios do Rio Grande do Sul e de São Paulo.
Conforme a sentença, parte dos condenados recebeu benefícios previstos em acordos de colaboração premiada firmados no decorrer da investigação.
Os trabalhos investigativos foram conduzidos pelos promotores de Justiça Mauro Rockenbach e Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
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