
Quase 14 anos após o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, familiares das 242 vítimas continuam sendo alvo de golpes relacionados aos processos judiciais decorrentes da tragédia. Os criminosos prometem a liberação de indenizações, mas exigem depósitos ou transferências bancárias como condição para o suposto recebimento dos valores.
Conforme relatos, os estelionatários entram em contato com os familiares e afirmam representar a Justiça, advogados ou intermediários. Para dar credibilidade às abordagens, utilizam informações verdadeiras sobre os processos em andamento e, em alguns casos, recorrem à inteligência artificial para simular audiências e reproduzir vozes.
Uma familiar de uma das vítimas relatou ter recebido um convite para acessar um link e participar de uma chamada, sob a justificativa de que um juiz pretendia encerrar o processo. A mulher, que não quis ser identificada, explicou que a possibilidade de concluir uma etapa judicial despertou expectativas em meio à dor enfrentada pelas famílias.
A delegada Débora Dias alerta que o uso de novas tecnologias tem aprimorado as fraudes eletrônicas. A orientação é não fornecer dados pessoais e evitar qualquer interação com contatos suspeitos.
As ações cíveis por danos morais e indenizações foram ajuizadas em 2013 contra réus do processo, além do Estado e do município de Santa Maria. A maior parte dos processos ainda aguarda decisão no Tribunal de Justiça. A expectativa em torno dos desfechos judiciais tem sido explorada pelos golpistas.
O presidente da Associação das Vítimas da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Flávio Silva, afirma que as ações também buscam o reconhecimento de responsabilidades relacionadas à tragédia. Segundo ele, uma mãe de Manoel Viana teria perdido R$ 1 mil após cair em um golpe. Em outro caso, uma mãe de Tapera recebeu uma ligação falsa informando que havia vencido uma ação judicial.
O advogado da AVTSM, Pedro Barcellos Jr., reforça que não são solicitados pagamentos para liberar indenizações ou concluir processos. Diante de uma abordagem suspeita, a recomendação é encerrar a conversa e procurar diretamente o advogado responsável pelo caso para confirmar a informação.
Para quem já realizou transferências, a orientação é entrar em contato com o banco o mais rápido possível, na tentativa de acionar mecanismos que permitam recuperar os valores.
Relembre o caso
O incêndio na Boate Kiss ocorreu em 2013, em Santa Maria, e deixou 242 mortos. A maioria das vítimas morreu por asfixia após inalar fumaça tóxica produzida quando o fogo atingiu a espuma que revestia o teto do palco. Um artefato pirotécnico utilizado por um integrante da banda teria iniciado o incêndio. Durante a ocorrência, centenas de pessoas tentaram encontrar uma saída, e, conforme relatos dos bombeiros que prestaram o primeiro atendimento, muitas vítimas buscaram escapar pelo banheiro do estabelecimento.
Segurança Brigada Militar recebe dois novos helicópteros com investimento superior a R$ 70 milhões
Regional Cresol comemora 25 anos de atuação no município com jantar especial
Defesa Santa Maria/RS - Exercício militar reúne tropas argentinas e brasileiras em cidades gaúchas
Educação Cresol destaca parceria com professores em projetos de educação financeira
Política TRE-RS lança sistema de inteligência artificial para auxiliar na análise de processos
AGRO Rio Grande do Sul/RS - Emater amplia monitoramento da ferrugem asiática da soja com novas tecnologias
Ambiente Lebon Régis/SC - Planta invasora pode causar intoxicação e morte de animais
Regional Constantina, Iraí e Palmeira das Missões passam a oferecer refeições gratuitas pelo Prato Gaúcho
CÃOteiro Paraí/RS - Cão acompanha carteira dos Correios há dez anos e ganha uniforme inspirado na instituição Mín. 15° Máx. 24°



