
O número de mortos pelo terremoto que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10) subiu para 273, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (13) pela Unidade de Gestão de Desastres da Colômbia.
O número de desaparecidos caiu para 377 pessoas, enquanto o total de feridos passou para 3.824.
As equipes de resgate continuam os trabalhos nas áreas mais afetadas, mesmo após o fim da chamada “janela de ouro” para encontrar sobreviventes. Segundo especialistas, as primeiras 72 horas após um terremoto são consideradas as mais importantes para as operações de resgate.
Na quarta-feira (12), o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que os trabalhos de busca continuariam, destacando que o foco está na localização das pessoas desaparecidas.
O governo também iniciou o trabalho de reconhecimento dos corpos. Segundo o diretor da Unidade de Gestão de Desastres, David Santiago Tamayo, mais de 200 dos mortos já haviam sido reconhecidos.
Na terça-feira (11), uma mulher foi resgatada com vida dos escombros 36 horas após o terremoto. O presidente comemorou o resgate de Daniela Largo Sanchez.
Com magnitude 7,4, o terremoto foi o mais forte a atingir a Colômbia nos últimos dez anos. O epicentro ocorreu na região de Chocó, no oeste do país, próximo à costa do Pacífico. Os estados de Valle del Cauca, Risaralda, Quindío e Caldas também registraram fortes efeitos do tremor, com mortes e destruição.
O Exército colombiano participa das operações de resgate nas cidades mais afetadas, entre elas Cali, Pereira e Manizales.
Na quarta-feira, o governo colombiano declarou situação de desastre nacional pelo período de 12 meses, abrangendo os estados de Antioquia, Caldas, Cauca, Chocó, Quindío, Cundinamarca, Risaralda, Huila, Valle del Cauca, Tolima, Putumayo e Norte de Santander.
A União Europeia também anunciou ajuda de dois milhões de euros, cerca de R$ 11,9 milhões, para apoiar as operações de resgate na Colômbia.
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