
Um homem acusado de matar a companheira e esconder o corpo dela no terreno onde morava foi condenado a 40 anos e 2 meses de prisão após julgamento pelo Tribunal do Júri realizado nesta quarta-feira (2).
Edson de Jesus recebeu pena de 39 anos pelo feminicídio e mais 1 ano e 2 meses por ocultação de cadáver. O crime aconteceu em novembro de 2024, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A vítima, Edilene Silveira Sartori, tinha 38 anos e deixou três filhos, que tinham 8, 13 e 16 anos na época do crime.
Durante o julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas um policial militar que participou das buscas e localizou o corpo da vítima em um porão da residência. Também prestou depoimento a policial civil responsável pelo registro da ocorrência e pelas diligências realizadas durante a investigação.
Pessoas próximas de Edilene e a filha mais velha da vítima também foram ouvidas pelos jurados. A defesa não apresentou testemunhas para serem ouvidas em plenário.
Conforme a investigação, peças de roupa da vítima foram encontradas no pátio da casa de Edson. O corpo estava enterrado em um ponto de difícil acesso, sob uma construção localizada no mesmo terreno. Os investigadores também identificaram manchas de sangue em uma parede da residência.
Durante o interrogatório, Edson admitiu ter cometido o crime, mas afirmou não se lembrar do que aconteceu após desferir o primeiro golpe contra a companheira. Segundo ele, também não recorda ter enterrado o corpo.
Em nota, a defesa informou que Edson confessou o delito tanto na fase policial quanto no Júri. Segundo os advogados, a atuação em plenário buscou apontar excessos cometidos pela acusação com o objetivo de reduzir a pena.
A defesa informou ainda que irá estudar a possibilidade de ingressar com recurso para discutir outros aspectos da pena e tentar reduzi-la.
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