
Após mais de 12 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Coronel Bicaco condenou, nessa quinta-feira (17), três indígenas pelo homicídio qualificado de Eliedson Claudino Sales, de 22 anos. Os réus não poderão recorrer da decisão em liberdade.
De acordo com a decisão dos jurados, Gilnei Fafan Si Claudino e Marizabel Claudino Matias foram condenados a 28 anos e três meses de reclusão, em regime fechado. Alexandro Lucas da Rocha recebeu pena de 22 anos e três meses de reclusão, também em regime fechado. As condenações envolvem homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em abril de 2025, na Terra Indígena do Guarita, em Redentora, após uma discussão em um bar localizado na reserva. A acusação sustentou que Eliedson foi agredido e morto pelos três acusados e que, posteriormente, partes do corpo foram removidas e deixadas em locais distintos para dificultar sua identificação.
O laudo pericial apontou traumatismo cranioencefálico grave com hemorragia como causa da morte. O corpo foi encontrado em um riacho, próximo a uma ponte, na terra indígena. Os pés e as mãos da vítima foram localizados quilômetros dali, no cemitério da localidade de Estiva, também em Redentora.
A sessão começou às 9h e terminou por volta das 21h, no Foro de Coronel Bicaco. Foram ouvidas cinco testemunhas de acusação e duas de defesa, além dos interrogatórios dos três réus.
O julgamento foi presidido pelo Juiz de Direito Victor Matheus Bevilaqua, designado para atuar no júri por meio do projeto Júri Itinerante. A acusação foi sustentada pela Promotora de Justiça Jaquiline Liz Staub. A defesa ficou a cargo da Defensora Pública Cassia Passos Vieira e do advogado dativo Jonathan Thomas do Espírito Santo.
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