Manifesto reforça defesa do traçado original da Ferrovia Norte-Sul
Quarta, 29 de Julho de 2026 às 13:30
Manifesto institucional e ofício da AMZOP defendem a manutenção do traçado original da Ferrovia Norte-Sul e solicitam recursos para a próxima etapa do projeto.

A mobilização em defesa da ampliação da malha ferroviária no Norte do Rio Grande do Sul ganhou novos desdobramentos nesta semana. Além do ofício encaminhado pela Associação dos Municípios da Zona da Produção (AMZOP) ao Ministério dos Transportes solicitando recursos para a elaboração do projeto básico da ligação ferroviária entre Chapecó (SC) e o Rio Grande do Sul, um manifesto institucional liderado por Palmeira das Missões reforça a necessidade de manter o traçado original da Ferrovia Norte-Sul, conforme os estudos técnicos elaborados pela antiga Valec, atual Infra S.A.
O documento, datado de 27 de julho, foi encaminhado ao ministro dos Transportes, George André Palermo Santoro, e reúne representantes do poder público, da comunidade acadêmica, do setor produtivo e de entidades da sociedade civil organizada. Os signatários defendem que qualquer decisão sobre a implantação da ferrovia seja fundamentada em critérios técnicos, econômicos, logísticos e socioambientais, preservando o planejamento desenvolvido ao longo de anos para o empreendimento.
Segundo o manifesto, a Ferrovia Norte-Sul é considerada um dos principais projetos estruturantes da infraestrutura brasileira, com potencial para reduzir custos logísticos, ampliar a competitividade das cadeias produtivas, integrar a malha ferroviária nacional e fortalecer uma matriz de transporte mais eficiente e sustentável.
O documento destaca ainda que o traçado original contempla uma das principais regiões produtoras de grãos, carnes, leite e derivados do Rio Grande do Sul, além de concentrar cooperativas, agroindústrias, empresas de armazenagem, instituições de ensino superior e centros de pesquisa.
As entidades também ressaltam o papel estratégico de Palmeira das Missões como polo regional de serviços, educação e agronegócio. A presença do campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) é apontada como um dos fatores que reforçam a importância da manutenção do projeto original para impulsionar o desenvolvimento econômico das regiões Norte e Noroeste do Estado.
O manifesto alerta que eventuais alterações no traçado podem comprometer a eficiência logística da ferrovia, reduzir os impactos socioeconômicos esperados e gerar insegurança para investimentos públicos e privados.
Paralelamente, a AMZOP protocolou o Ofício nº 63/2026 junto ao Ministério dos Transportes, solicitando recursos para a contratação do projeto básico de engenharia da ligação ferroviária entre Chapecó e o Rio Grande do Sul.
A associação lembra que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), concluído em 2015, definiu um traçado aproximado de 600 quilômetros para integrar os dois estados à malha ferroviária nacional. Conforme informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a elaboração do projeto básico de engenharia representa a próxima etapa necessária para viabilizar a implantação da ferrovia.
Segundo a entidade, o empreendimento deverá ampliar a capacidade de escoamento da produção agropecuária e industrial, reduzir custos logísticos, diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias, contribuir para a redução das emissões de poluentes e estimular novos investimentos na região.
A elaboração do manifesto foi resultado de uma articulação iniciada durante reunião virtual realizada em 27 de julho, que reuniu prefeitos e secretários municipais de Desenvolvimento da região. O encontro serviu como preparação para a audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizada nesta terça-feira (29), para discutir a nova concessão da Malha Sul Ferroviária.
Durante a reunião, as lideranças reafirmaram a defesa do traçado originalmente definido pela antiga Valec, argumentando que o projeto foi desenvolvido com base em estudos de engenharia, demanda de cargas, integração da malha ferroviária nacional, viabilidade operacional e potencial de desenvolvimento regional.
A mobilização ocorreu paralelamente à audiência pública promovida pela ANTT, em Porto Alegre, destinada à discussão das minutas do edital e do contrato da futura concessão da Malha Sul Ferroviária. A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) também incentivou a participação de prefeitos e representantes municipais no debate.
O manifesto institucional foi assinado pela Prefeitura de Palmeira das Missões, Associação Comercial, Agroindustrial e Serviços de Palmeira das Missões (ACAIP), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato dos Empregados do Comércio, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato Rural, Sindilojas e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Campus Palmeira das Missões.
Serviço
Documento encaminhado ao Ministério dos Transportes em 27 de julho.
Audiência pública da ANTT realizada em 29 de julho, em Porto Alegre, sobre a futura concessão da Malha Sul Ferroviária.
O documento, datado de 27 de julho, foi encaminhado ao ministro dos Transportes, George André Palermo Santoro, e reúne representantes do poder público, da comunidade acadêmica, do setor produtivo e de entidades da sociedade civil organizada. Os signatários defendem que qualquer decisão sobre a implantação da ferrovia seja fundamentada em critérios técnicos, econômicos, logísticos e socioambientais, preservando o planejamento desenvolvido ao longo de anos para o empreendimento.
Segundo o manifesto, a Ferrovia Norte-Sul é considerada um dos principais projetos estruturantes da infraestrutura brasileira, com potencial para reduzir custos logísticos, ampliar a competitividade das cadeias produtivas, integrar a malha ferroviária nacional e fortalecer uma matriz de transporte mais eficiente e sustentável.
O documento destaca ainda que o traçado original contempla uma das principais regiões produtoras de grãos, carnes, leite e derivados do Rio Grande do Sul, além de concentrar cooperativas, agroindústrias, empresas de armazenagem, instituições de ensino superior e centros de pesquisa.
As entidades também ressaltam o papel estratégico de Palmeira das Missões como polo regional de serviços, educação e agronegócio. A presença do campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) é apontada como um dos fatores que reforçam a importância da manutenção do projeto original para impulsionar o desenvolvimento econômico das regiões Norte e Noroeste do Estado.
O manifesto alerta que eventuais alterações no traçado podem comprometer a eficiência logística da ferrovia, reduzir os impactos socioeconômicos esperados e gerar insegurança para investimentos públicos e privados.
Paralelamente, a AMZOP protocolou o Ofício nº 63/2026 junto ao Ministério dos Transportes, solicitando recursos para a contratação do projeto básico de engenharia da ligação ferroviária entre Chapecó e o Rio Grande do Sul.
A associação lembra que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), concluído em 2015, definiu um traçado aproximado de 600 quilômetros para integrar os dois estados à malha ferroviária nacional. Conforme informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a elaboração do projeto básico de engenharia representa a próxima etapa necessária para viabilizar a implantação da ferrovia.
Segundo a entidade, o empreendimento deverá ampliar a capacidade de escoamento da produção agropecuária e industrial, reduzir custos logísticos, diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias, contribuir para a redução das emissões de poluentes e estimular novos investimentos na região.
A elaboração do manifesto foi resultado de uma articulação iniciada durante reunião virtual realizada em 27 de julho, que reuniu prefeitos e secretários municipais de Desenvolvimento da região. O encontro serviu como preparação para a audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizada nesta terça-feira (29), para discutir a nova concessão da Malha Sul Ferroviária.
Durante a reunião, as lideranças reafirmaram a defesa do traçado originalmente definido pela antiga Valec, argumentando que o projeto foi desenvolvido com base em estudos de engenharia, demanda de cargas, integração da malha ferroviária nacional, viabilidade operacional e potencial de desenvolvimento regional.
A mobilização ocorreu paralelamente à audiência pública promovida pela ANTT, em Porto Alegre, destinada à discussão das minutas do edital e do contrato da futura concessão da Malha Sul Ferroviária. A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) também incentivou a participação de prefeitos e representantes municipais no debate.
O manifesto institucional foi assinado pela Prefeitura de Palmeira das Missões, Associação Comercial, Agroindustrial e Serviços de Palmeira das Missões (ACAIP), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato dos Empregados do Comércio, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato Rural, Sindilojas e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Campus Palmeira das Missões.
Serviço
Documento encaminhado ao Ministério dos Transportes em 27 de julho.
Audiência pública da ANTT realizada em 29 de julho, em Porto Alegre, sobre a futura concessão da Malha Sul Ferroviária.
Fonte: Ramon Mendes – Jornalismo RP | Foto: Pixabay (ilustrativa)
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