
Um novo caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária, foi confirmado em aves de subsistência no município de Selbach, na região do Alto Jacuí, no Rio Grande do Sul. O laudo foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP) nesta segunda-feira (5).
A notificação de mortalidade dos animais foi atendida no dia 1º de outubro por uma equipe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). As amostras foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA).
Segundo a diretora de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Rosane Collares, a propriedade possui cerca de 60 animais e é destinada à criação de gado de corte. As aves eram mantidas para consumo da família.
O serviço veterinário estadual realizará visitas a 68 propriedades localizadas em um raio de três quilômetros do local do caso confirmado. Também serão desenvolvidas ações de educação sanitária e conscientização junto à comunidade.
De acordo com a Seapi, está prevista a eliminação das aves da propriedade e o início do monitoramento para verificar se o caso está restrito ao local ou se houve avanço para outras propriedades.
Uma das hipóteses mencionadas pela diretora é que aves silvestres infectadas tenham tido contato com as aves domésticas, possivelmente ao buscar alimento na propriedade.
Como as aves eram destinadas à subsistência, a ocorrência não afeta, neste momento, a produção de aves no Rio Grande do Sul.
Em março, o Rio Grande do Sul registrou um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) na Reserva Ecológica do Taim, próxima à fronteira com o Uruguai, no Sul do estado.
Na ocasião, nove animais foram encontrados mortos ou doentes, todos cisnes-brancos. A reserva foi temporariamente interditada. A última ocorrência do vírus no local havia sido registrada em 2023.
A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e, mais raramente, humanos.
A recomendação é que as pessoas não se aproximem nem tentem socorrer animais feridos ou doentes e também não tenham contato com animais mortos.
Suspeitas de influenza aviária, incluindo sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais, devem ser notificadas imediatamente à Seapi, por meio da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.
A Seapi ressalta que não há risco na ingestão de carne e ovos, pois a doença não é transmitida pelo consumo.
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