
A jornada de trabalho na América Latina apresenta diferenças significativas entre os países, com limites legais que variam conforme a legislação de cada nação, a categoria profissional e o período trabalhado. O tema ganhou destaque com a promulgação, no Brasil, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso semanal remunerado e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.
Pelas informações divulgadas, as empresas terão 60 dias para implementar a escala 5x2 e reduzir a jornada para 42 horas semanais. Após outros 12 meses, o limite deverá passar para 40 horas semanais.
O cenário brasileiro faz parte de um debate mais amplo sobre a duração do trabalho na América Latina. Enquanto algumas nações já adotam limites de 40 horas semanais, outras mantêm jornadas ordinárias que podem chegar a 48 horas, com regras específicas para atividades diurnas, noturnas e mistas.
Na Argentina, a jornada geral está limitada a oito horas diárias ou 48 horas semanais. Existem regras específicas para o trabalho noturno e para atividades insalubres.
Na Bolívia, o limite previsto é de 48 horas semanais para homens, enquanto a legislação estabelece 40 horas semanais diurnas para mulheres e menores de 18 anos.
A Costa Rica estabelece limites de 48 horas semanais para o trabalho diurno, 42 horas para o misto e 36 horas para o noturno. Já na Guatemala, a legislação prevê diferentes limites conforme a modalidade, com jornada diurna de até 48 horas semanais para efeitos legais e noturna de 36 horas.
Em Honduras, a jornada diurna tem limite de 44 horas semanais de trabalho efetivo, enquanto a mista pode chegar a 42 horas e a noturna a 36 horas. Na Nicarágua, os limites são de 48 horas para o período diurno, 45 horas para o misto e 42 horas para o noturno.
O Panamá também diferencia as modalidades de trabalho, estabelecendo máximos semanais de 48 horas para a jornada diurna, 45 para a mista e 42 para a noturna. No Paraguai, os limites correspondem a 48 horas semanais para o trabalho diurno, 45 para o misto e 42 para o noturno.
No Peru, a jornada ordinária máxima é de oito horas diárias ou 48 horas semanais, com possibilidade de regimes alternativos de trabalho e descanso, desde que respeitados os limites legais aplicáveis.
Em El Salvador, o limite ordinário é de 44 horas semanais para o trabalho diurno e 39 horas para o noturno. Na República Dominicana, a jornada normal tem limite geral de 44 horas semanais.
No Uruguai, a duração máxima varia conforme o setor: são 44 horas semanais no comércio e 48 horas na indústria.
Em Cuba, conforme as informações apresentadas na reportagem, a jornada semanal varia de 40 a 44 horas, de acordo com a atividade profissional. No Haiti, a referência geral é de oito horas diárias ou 48 horas semanais.
O Equador estabelece jornada máxima ordinária de 40 horas semanais, geralmente distribuídas em cinco dias de trabalho. Na Venezuela, os limites são de 40 horas semanais para o trabalho diurno, 37,5 para o misto e 35 para o noturno, com previsão geral de dois dias consecutivos de descanso semanal remunerado.
Entre os países que adotaram reduções graduais, o Chile chegou ao limite de 42 horas semanais em abril de 2026. O cronograma prevê uma redução para 40 horas em abril de 2028.
A Colômbia alcançou o limite de 42 horas semanais em 15 de julho de 2026, após a implementação gradual da legislação aprovada em 2021. A redução ocorre sem diminuição salarial.
No México, a jornada máxima geral permanece em 48 horas semanais em 2026. O cronograma de redução gradual prevê limites de 46 horas em 2027, 44 em 2028, 42 em 2029 e 40 horas em 2030, sem redução salarial.
As diferenças entre os países demonstram que a duração legal do trabalho depende das normas de cada território. Além do limite semanal, as legislações estabelecem regras próprias para descanso, horas extraordinárias e organização dos horários profissionais.
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